I
O tempo
Por que fotografamos. Memória, cotidiano e a percepção de que já estamos vivendo dentro da história.
- — Por que a gente fotografa
- — O que vira documento sem querer
- — Ler fotografias antigas
- — Encontrar o seu assunto
Um curso autoral de Marcos Prado
Rio de Janeiro — 2026
Fotografia da Vida
Fotografe a vida enquanto ela acontece.
Um curso sobre fotografia, memória, pessoas e tempo para quem quer voltar a enxergar aquilo que acontece todos os dias diante dos próprios olhos.
Três minutos que explicam melhor do que qualquer página de vendas por que este curso existe. Se depois disso você continuar aqui, é porque a gente pensa parecido sobre fotografia.
Este não é um curso sobre fotografar mais.
É sobre voltar a perceber aquilo que já estava diante de você.
Nenhuma das fotografias desta página foi feita para um cliente. Todas nasceram de saídas comuns, em dias comuns, com a câmera que estava na mochila.
Em 2021 eu encontrei um livro com fotografias de Copacabana feitas décadas atrás. Pessoas, roupas, carros, produtos, ruas, costumes. Nada ali tinha sido feito para virar documento: era só o dia comum de alguém.
Quarenta anos depois, aquele dia comum tinha virado história.
Naquela época eu já era fotógrafo profissional. Mas percebi uma coisa incômoda: minha câmera só saía da mochila quando existia trabalho. Fotografar tinha virado entrega. Deixou de ser vontade.
Comecei a sair de casa sem cliente, sem briefing e sem prazo. Só para fotografar a vida.
O cotidiano de hoje será a memória de amanhã.
Repare no que aquelas fotos guardaram sem querer: a marca do refrigerante, o modelo do ônibus, o corte de cabelo, o jeito de sentar na areia, a placa da loja que não existe mais. Ninguém fotografou aquilo pensando em documento histórico. Fotografaram porque era sábado.
É exatamente isso que está acontecendo com você agora. A sua rua, o seu bairro, a roupa do seu filho, o carro do seu vizinho, o celular na sua mão. Tudo isso é material de arquivo — só que ainda não parece.
Unsplash Awards 2022
Categoria People.
Essa fotografia nasceu em uma das saídas que eu passei a fazer depois daquele livro. Eu não estava procurando prêmio nenhum. Estava andando, esperando, olhando os garotos jogarem altinha até a luz acabar.
Quando você presta atenção na vida, às vezes encontra fotografias que nenhum briefing conseguiria pedir. Nenhum cliente ia me pedir aquela cena. Ela aconteceu porque eu estava lá.
A vida não acontece apenas em viagens.
Não acontece apenas no pôr do sol.
Não acontece apenas quando a luz está bonita.
Não acontece apenas quando alguém contrata você.
Ela está acontecendo agora, do outro lado da porta.
A gente aprendeu a esperar o momento extraordinário para levantar a câmera. Espera a viagem, espera o casamento, espera o cenário bonito, espera ter equipamento melhor.
Enquanto isso, o extraordinário vai passando disfarçado de terça-feira.
Passe o mouse nas imagens: cada uma tem lugar e ano. Nenhuma delas foi planejada. Todas apareceram no caminho de casa, do trabalho, da praia, da viagem.
Pessoas.Gestos.Família.Ruas.Objetos.Luz.Costumes.Silêncios.Vizinhos.Trabalho.Domingos.Despedidas.
Não são módulos. É uma narrativa: começa no porquê, passa pelo olhar, vai para a rua, resolve a câmera e termina no que você deixa para trás.
I
Por que fotografamos. Memória, cotidiano e a percepção de que já estamos vivendo dentro da história.
II
Como perceber pessoas, gestos, objetos, relações e aquilo que normalmente passa despercebido.
III
Saídas fotográficas acompanhando meu processo pela cidade, em diferentes horários, situações e lugares.
IV
Equipamento, Fujifilm, configurações e simplicidade. O processo necessário para que a câmera não atrapalhe o momento.
V
Família, arquivo, fotografia impressa, projetos, exposições, livros e aquilo que escolhemos deixar para o futuro.
Você acompanha meu processo enquanto eu caminho, observo, espero, erro, fotografo e explico aquilo que chamou minha atenção. Sem PowerPoint, sem estúdio, sem cena montada. A rua acontecendo — inclusive quando não acontece nada.


















Eu sou embaixador Fujifilm, e preciso ser honesto com você: O QUE FICA não é um curso sobre Fujifilm.
A Fuji entra na história por um motivo simples. Câmeras pequenas, bonitas de segurar, JPEG que já sai pronto, simulações de filme, praticidade. Uma câmera que eu queria levar comigo — e câmera que fica em casa não fotografa nada.
No Ato IV eu mostro exatamente como configuro a minha para não perder tempo com menu no meio da rua. Se você usa outra marca, o raciocínio é o mesmo: menos decisão na hora, mais atenção na cena.
A melhor câmera não é necessariamente a mais poderosa. É aquela que faz você querer levá-la com você.
O curso atravessa o trabalho de fotógrafos que transformaram pessoas comuns, cidades, famílias, trabalhadores e acontecimentos cotidianos na memória de uma época. Não é aula de história da fotografia. É companhia.
1886 — 1978
Retratou por décadas os moradores de Diamantina em seu estúdio. Um inventário involuntário de um Brasil inteiro.
1926 — 2009
Fotografou a rua a vida toda sem mostrar quase nada a ninguém. O olhar existia antes de qualquer plateia.
1937
Cor, dignidade e afeto na construção da imagem do povo brasileiro.
1956
A luz da Amazônia como matéria-prima: barracas, neons, festas, ribeirinhos.
1921 — 1990
O Rio de Janeiro do meio do século, fotografado por dentro e no calor da hora.
1944 — 2025
Trabalho, migração e território tratados como projeto de vida, não como pauta.
Um dia essas imagens podem importar mais do que qualquer trabalho comercial que você já produziu. E, diferente do trabalho, elas não têm prazo de entrega — têm prazo de validade.
A gente costuma descobrir isso tarde demais, procurando no celular uma foto que nunca foi feita.
Papel, álbum, caixa de sapato, Instax na geladeira, quadro na parede, livro na estante.
O arquivo digital é onde as fotos esperam. O papel é onde elas acontecem de novo — e onde alguém, daqui a muito tempo, vai encontrá-las sem precisar de senha.



Um projeto que eu levo comigo há anos: chegar até alguém, ouvir a história daquela pessoa e devolver a ela um retrato. A fotografia como desculpa para conversar — e como forma de preservar não só um rosto, mas um pouco de quem aquela pessoa era.
Dentro do curso eu mostro como faço a aproximação, o que digo, como lido com o não, e como entrego a foto depois. É a parte que mais assusta quem está começando e a que mais muda a relação da pessoa com a rua.
Antes de existir um retrato, existe alguém.
Fotografe 20 coisas da sua vida que talvez não existam da mesma maneira daqui a 20 anos. Pessoas, lugares, objetos, costumes, relações.
Uma lista para você começar hoje — sem esperar o curso, sem esperar viagem, sem esperar nada.
O curso termina exatamente quando você começa a fotografar.
Profissional ou amador não importa. Importa querer prestar atenção.
Provavelmente não é para você se…
Prefiro dizer isso agora do que depois. O curso funciona para quem topa andar, olhar e voltar sem nenhuma foto às vezes.
Fotógrafo, filmmaker e diretor. Embaixador Fujifilm. Mais de uma década fotografando no Brasil e fora dele, entre trabalhos comerciais, projetos autorais e exposições.
Antes da câmera, fui oficial da Marinha Mercante. Passei anos vendo cidades pela janela de um navio e voltei para o Rio com a mania de olhar lugar como quem chega pela primeira vez.
Depois de anos fotografando para clientes, comecei a perceber que algumas das imagens mais importantes da minha vida nasceram quando ninguém havia me contratado para fotografar.
O QUE FICA é o curso que eu queria ter feito naquela época.
Fotografia da Vida
Investimento
R$ 497
ou 12x de R$ 49,70
Quero começar a fotografar →O curso termina.
O seu arquivo começa.
Se ficar alguma dúvida, me chame no Instagram ou no suporte. Respondo.
Não. O curso foi pensado tanto para profissionais quanto para pessoas que simplesmente querem fotografar mais e melhor a própria vida.
Não. Eu uso Fujifilm e falo da minha experiência com o sistema, mas os conceitos do curso podem ser aplicados com qualquer câmera — inclusive celular.
Não. Fotografia de rua aparece dentro do curso, mas O QUE FICA é sobre fotografia da vida: família, pessoas, lugares, cotidiano, viagens, objetos e memória.
Existe técnica quando ela é necessária, mas o foco não é ensinar dezenas de configurações. O objetivo principal é desenvolver olhar, intenção e vontade de fotografar.
Não.
No seu ritmo. As aulas são curtas e diretas, feitas para você assistir e sair de casa no mesmo dia.
A câmera que você já tem, a cidade onde você já mora, as pessoas que já estão do seu lado. Só falta sair.